Ao longo de 2019 a Selic passou de 6,5% para 4,5%, os juros médios cobrados na ponta caíram apenas 0,2%, segundo dados divulgados ontem (29.01) pelo Banco Central.

Tudo o resto constante, uma redução dos custos de captação que não são repassados para o tomador do crédito resulta em aumento do spread bancário. Foi o que aconteceu em 2019. Enquanto o custo de captação era fortemente reduzido, o spread aumentava 1,4%.

Fonte: https://valor.globo.com/financas/noticia/2020/01/30/spread-sobe-14-ponto-apesar-de-baixa-da-selic.ghtml

A persistência das enormes diferenças entre os custos de captação e as taxas de juros (o spread) ao longo de diferentes ciclos econômicos e políticos nas últimas décadas, evidencia o tamanho do desafio que eles representam para o desenvolvimento econômico e social de nosso país.

As justificativas para os altos spreads bancários brasileiros apontam para as dificuldades de recuperação de crédito, elevados custos operacionais, os compulsórios, crédito direcionado e impostos que incidem nas operações de crédito.

O controverso debate a respeito não pode ignorar que enormes spreads e a concentração do mercado de crédito são duas faces da mesma moeda.

Qual a relação entre spreads, concentração e concorrência no mercado financeiro?

E o que o cooperativismo de crédito tem a ver com isto?

Veja aqui artigo que escrevi a respeito.

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