Nos últimos anos, o grande crescimento do volume de recursos administrados e do número de associados foram acompanhados de forte redução da quantidade de cooperativas de crédito.

A busca por eficiência, via redução de custos e economias de escala e de escopo, e estratégias de crescimento por meio de ampliação da área de atuação estão na raiz tanto do crescimento acelerado das grandes cooperativas, como da diminuição contínua do número de cooperativas singulares.

Para cooperativas com dificuldades de gestão e governança (e, não ou, porque problemas de gestão e governança andam sempre juntos) ser incorporada por uma grande cooperativa torna-se, muitas vezes, a única alternativa para evitar uma liquidação.

Uma em cada 3 cooperativas de crédito deixou de existir em 10 anos: das 1.477 cooperativas de crédito existentes em 2008 estavam em operação no final de 2017 somente 969, segundos dados divulgados pelo Banco Central.

Hoje o setor é mais forte, representativo e profissionalizado.

Trabalhamos com a hipótese de uma continuidade e aprofundamento deste processo de consolidação e concentração do setor nos próximos anos.

Quantas cooperativas de crédito existirão em 2028?

Menos é mais?

5 comentários

  1. Eudimar Schad em 28 de dezembro de 2018 às 07:53

    Trabalhando em uma Cooperativa de crédito em Santa Catarina, no Sicoob MaxiCrédito, já passei por uma incorporação e uma fusão, vejo que isso é de de extrema importância e é com estas fusões que os sistemas vão ainda mais se fortalecer, podendo trazer muitas vantagens e benefícios aos associados.

    • Carlos Alberto dos Santos em 8 de janeiro de 2019 às 09:42

      Caro Eudimar, concordo plenamente contigo. Processos de fusões e incorporações fortalecem o cooperativismo ao potencializar economias de escala, impulsionar a profissionalização da gestão e ampliar a participação da cooperativa no mercado financeiro local, o que por sua vez fortalece a representatividade e contribuição da cooperativa para o desenvolvimento local e bem estar de seus associados e de toda a comunidade.

  2. GEONIVAL OLIVEIRA em 29 de dezembro de 2018 às 13:00

    essa estratégia funciona nos centros de maior concentração urbana. Não funciona para municípios isolados, e é ai que o cooperativismo de crédito tem que se fazer presente. Do contrário, vai se tornar um sistema bancário igual aos demais existentes no mercado, excludente e elitista…

    • Carlos Alberto dos Santos em 8 de janeiro de 2019 às 09:45

      Geonival sua preocupação é pertinente. A identidade local deve ser preservada em processos de consolidação de grandes cooperativas. Identidade e pertencimento são fundamentais para que o cooperado veja na cooperativa o seu agente financeiro. Este é um desafio permanente. Abraço.

  3. Weniston Ricardo em 7 de junho de 2019 às 12:27

    Interessante que a redução do número de cooperativas é acompanhada do aumento do número de pontos de atendimento, a meu ver em um movimento consciente dos sistemas na busca pela eficácia operacional, sem a perda de market-share. Um dos desafios para muitas cooperativas singulares é aprimorar sua atuação comercial, sem perder o DNA cooperativista. Para isso quanto mais conhecer o seu associado, mais valor agregado pode ser entregue com uma oferta de produtos e serviços adequadas às necessidades, em especial do segmento PJ. Ops, alguém falou em venda consultiva?!

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