O forte crescimento do cooperativismo financeiro na última década foi acompanhado – e impulsionado – por um processo de profissionalização com grandes investimentos na qualificação e certificação da “prata da casa” e contratações de profissionais de mercado.

A contratação de profissionais de mercado por uma cooperativa é sempre um processo rico em aprendizagem, mas nem sempre isento de dificuldades, para ambas as partes.

Conheço muitos profissionais que realizaram com sucesso esta transição de carreira, mas conheço também alguns casos de insucesso.

O que observo nestes processos?

A experiência no setor bancário nem sempre é suficiente para uma bem sucedida transição de carreira. Profissionais de mercado enfrentam desafios novos no cooperativismo, muitos deles relacionados com a (até então desconhecida) governança cooperativa, cuja complexidade pode provocar insegurança e dificuldades no novo ambiente de trabalho, mesmo para profissionais com larga experiência bancária.

Como enfrentar estes novos desafios?

Um profissional de mercado deve aliar ao seu conhecimento e experiência o desenvolvimento de habilidades relacionais, de representação e de team work, no contexto de seu trabalho cotidiano na cooperativa. Adicionalmente ele/ela deverá estudar a história e os princípios do cooperativismo, para compreender o contexto cultural e ideológico do discurso cooperativista. Os dirigentes e os colegas de trabalho esperam que o novo funcionário “vista a camisa” da cooperativa.

A carência destas habilidades e conhecimentos serão uma dificuldade adicional no início da nova fase de sua carreira?

Sim, mas nada que não possa ser desenvolvido. O importante é não subestimar as diferenças de cultura entre bancos e cooperativas para realizar um bom processo de transição.

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