Empresários reclamam que o dinheiro não chega à ponta final por burocracia e exigências dos bancos. Os bancos dizem que o dinheiro está à disposição.

Como escrevi: “A velocidade da saída da crise dependerá da capacidade do governo de disponibilizar recursos públicos, na forma de subsídio e/ou crédito, para mitigar as consequências nefastas da crise nas empresas, nos empregos e nos setores mais vulneráveis da população.”

Por que os recursos não estão chegando na ponta?

A reclamação dos setores empresariais evidencia o aumento da aversão ao risco dos agentes financeiros frente a expectativa de um grande aumento da inadimplência, refletida nos atuais recordes de provisões para devedores duvidosos (PDD). No bojo da crise o crédito ficou mais caro e difícil de acessar.

A distribuição dos recursos públicos não irá ocorrer como previsto se eles forem operacionalizados com os riscos e custos de linhas de crédito tradicionais. Apenas disponibilizar liquidez não será suficiente para o recurso chegar na ponta. Sem uma solução para a cobertura dos riscos das operações os recursos continuarão “empoçados”.

Oxalá a crise sirva para impulsionar a constituição de um Sistema Nacional de Garantias de Crédito.

1 comentário

  1. Lydia Costa em 8 de maio de 2020 às 14:47

    Carlos Alberto, parabéns. Gostei demais de seu posicionamento. Minha empresa é pequena e tive dificuldade de conseguir crédito neste momento que mais preciso. Recebi ligação de instituição financeira oferecendo crédito pré liberado, porém a taxa altíssima. Assim não é possível pequenas empresas se manterem no mercado.

Deixe um Comentário